Com as longas filas e dificuldades relatadas no atendimento da rede pública, contratar um Plano de Saúde tem se tornado uma alternativa cada vez mais considerada por quem procura garantir a sua segurança, a de sua família ou até a de seus colaboradores. Contudo, é comum que as pessoas se deparam com termos complicados e informações confusas no momento da pesquisa, o que pode fazer com que desistam ou se baseiam unicamente na opinião de um corretor.
Para ajudar você a entender melhor o processo e tomar uma decisão mais consciente, Leonardo Seguros preparou um guia completo sobre os aspectos mais importantes dos planos de saúde. Assim, você poderá escolher o serviço mais adequado às suas necessidades com total segurança.
1. O que é um plano de saúde?
Os planos de saúde privados surgiram como uma alternativa à incapacidade do sistema público de oferecer atendimento de qualidade a todos os cidadãos. Porém, por meio do pagamento mensal ou anual, essas empresas privadas disponibilizam serviços médicos para seus beneficiários.
Para comercializar um plano de saúde, as operadoras são obrigadas a seguir as normas definidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que determina um rol mínimo de procedimentos a serem cobertos, incluindo cirurgias, exames e consultas. No entanto, para além desse rol obrigatório, as empresas podem oferecer coberturas adicionais.
As diferenças de preço entre os planos estão geralmente relacionadas à qualidade da rede credenciada, como hospitais e laboratórios, e à abrangência geográfica. Ou seja, o que determina o valor final é a combinação entre os serviços oferecidos e onde eles estarão disponíveis.
2. Por que os planos de saúde podem ser caros?
Sabemos que, para muitas pessoas, contratar um plano de saúde pode ser desanimador ao perceberem os custos elevados. Contudo, é importante considerar que os valores cobrados refletem o custo elevado de procedimentos médicos. Por exemplo, um parto em uma rede particular pode custar em torno de R$ 15 mil, enquanto uma cirurgia no joelho pode ultrapassar os R$ 20 mil.
Embora o custo seja alto, a contratação de um plano de saúde ainda pode ser uma alternativa mais econômica e viável, já que o pagamento é parcelado em mensalidades. Além disso, há uma grande variedade de operadoras no mercado, atendendo a diferentes faixas de preço e perfis.
3. Quais são os tipos de planos de saúde?
Uma das etapas mais importantes para compreender como funciona um plano de saúde é conhecer os diferentes tipos disponíveis.
Individual
Para quem pretende contratar o serviço apenas para si mesmo, existem opções individualizadas. Contudo, poucas operadoras oferecem essa modalidade diretamente, e a cobertura pode ser limitada a determinadas regiões. Contudo, alternativamente, é possível aderir a um plano coletivo por meio de associações ou sindicatos, o que pode dar acesso a melhores operadoras. Nesse caso, vale lembrar que é necessário pagar também uma taxa administrativa.
Familiar
Os planos familiares podem ser contratados como pequenas e médias empresas (PME), desde que o contratante possua CNPJ e adicione ao menos dois ou três beneficiários ao plano. Porém, isso geralmente resulta em custos até 30% mais baixos do que os planos individuais. Para quem não tem CNPJ, há a possibilidade de optar por adesão coletiva ou pela modalidade individual.
Empresarial
Os planos empresariais são ideais para empresas que possuem mais de 30 beneficiários. Nesse tipo de contrato, o valor será definido com base em uma análise do perfil dos funcionários da empresa, como idade e outros fatores demográficos.
4. O que significa a “cobertura” dos planos de saúde?
Um plano de saúde precisa oferecer, no mínimo, os serviços presentes no rol da ANS. Contudo, existem diferentes tipos de cobertura:
- Ambulatorial: Garantia de consultas e exames simples.
- Hospitalar: Além das consultas, inclui internações.
- Obstetrícia: Cobertura para parto e cuidados neonatais.
Outro ponto importante é a abrangência geográfica. Contudo, planos podem ser restritos a uma região específica ou ter cobertura nacional. Já algumas categorias premium incluem até mesmo assistência internacional.
5. O que é a rede credenciada?
Trata-se da lista de hospitais, clínicas e laboratórios disponíveis para o atendimento do seu plano de saúde. Contudo, antes de contratar, é essencial verificar se os serviços que você utiliza ou prefere estão na rede credenciada do plano escolhido.
Planos que incluem hospitais renomados, como o Hospital Albert Einstein ou Sírio-Libanês, tendem a ser mais caros. No entanto, uma alternativa para economizar é optar por redes mais modestas nas quais você já confia ou que atendem às suas necessidades específicas.
6. O que é o reembolso?
Alguns planos oferecem a possibilidade de** reembolso** para consultas realizadas fora da rede credenciada. Isso significa que você pode escolher um médico ou serviço que não esteja vinculado à operadora e, posteriormente, pedir um ressarcimento parcial.
O valor do reembolso varia e é definido em contrato. Além disso, algumas operadoras reembolsam valores fixos, enquanto outras trabalham com porcentagens que podem ir de 10% a 30%.
7. O que é coparticipação?
Nos planos com coparticipação, o beneficiário paga, além da mensalidade, uma pequena porcentagem do valor das consultas ou exames realizados. Por exemplo, imagine que você tenha realizado uma consulta que custaria R$ 200: em um plano de coparticipação, o pagamento adicional pode ser de apenas R$ 20.
Essa modalidade costuma ser cerca de 20% mais barata do que os planos sem coparticipação. No entanto, não é indicada para quem usa o plano com frequência, como idosos ou recém-nascidos.
8. O que é carência?
Os limites máximos, definidos pela ANS, são os seguintes:
- Urgência e emergência: 24 horas;
- Exames, consultas e internações: 180 dias;
- Parto: 300 dias;
- Doenças preexistentes: até 2 anos.
9. Como funcionam os reajustes?
Os planos de saúde podem sofrer dois tipos de reajuste:
- Por faixa etária: O custo é reajustado à medida que o beneficiário muda de faixa etária, até os 59 anos.
- Anual: Ajustado com base na inflação e nos custos médicos.
Esses reajustes variam dependendo da operadora e da modalidade contratada.
10. Como contratar um plano mais barato?
Existem algumas estratégias para economizar:
- Utilizar um CNPJ para contratar um plano empresarial;
- Escolher redes credenciadas regionais;
- Optar por acomodações compartilhadas;
- Contratar planos com coparticipação.
Por outro lado, serviços como cobertura nacional, internações em quartos individuais e a inclusão de hospitais premium costumam encarecer o valor final.
11. Como contratar um plano de saúde?
Para contratar um plano de saúde, basta entrar em contato com um corretor de confiança, explicando as suas prioridades e necessidades. Dessa forma, além disso, o consultor poderá apresentar as melhores opções e fazer uma cotação personalizada.
Após escolher o plano, envie a documentação necessária e verifique todos os detalhes do contrato antes de assiná-lo. Não hesite em fazer perguntas caso reste alguma dúvida.